Renascimento

Mais uma Páscoa… Mais uma ocasião onde Jesus se faz presente em nossas vidas, mostrando que a morte não é o fim da Vida, sendo apenas uma passagem entre duas importantes etapas: nossa encarnação e nosso retorno à pátria espiritual.

Não pode haver símbolo mais representativo do que Jesus ressurgindo, matando a morte, ressaltando a importância de vivermos melhor, de nos superarmos a cada passo. Com Jesus, a Páscoa se mostra como um marco de renovação, uma passagem para uma nova vida.

Para nós, espíritas, tornar-se melhor a cada dia, como orientado pelo nosso grande mestre Allan Kardec, é uma máxima fundamental para que possamos alcançar o verdadeiro renascimento. O homem velho, que teima em remanescer em nossas escolhas, precisa dar lugar ao homem novo. Afinal, como construtores do nosso destino, a decisão pelo renascimento está em nossas mãos. Cabe a nós, a decisão entre a renovação ou a repetição de velhos erros do passado.

É, sem dúvida, tarefa muito complexa esta. Abandonar o conhecido, apesar de tantas vezes sombrio e contraditório, e ingressar num mundo novo, não é fácil. É obra para pessoas dispostas a construir algo realmente significativo em suas histórias. Nesta viagem, as barreiras serão muitas, sejam as que existem dentro de nós mesmos, talvez as mais desafiadoras, passando pelas muitas externas, provenientes de pessoas, vivas e mortas.

Não será apenas a pressão do mundo espiritual, pois, mesmo entre os encarnados, serão muitos os conselhos para desistirmos de prosseguir. Muitos e diversos processos de “desenconrajamento” tentarão impedir o avanço, mas é preciso navegar estes mares, é necessário vencer as distâncias, enfim, amadurecer como espíritos imortais que somos.

Nesta época, então, onde lembramos o renascimento de Jesus, vale refletirmos sobre nossas próprias vidas, as escolhas que fazemos a cada dia, algumas que nos afastam radicalmente do caminho adequado, outras que nos mantêm paralisados, na tirania do mundo velho que teima em permanecer.

É muito importante verificarmos como estamos caminhando, porque a encarnação passa velozmente, ela é impressionantemente rápida, e, quando chegarmos na fronteira da passagem, na inevitável hora do retorno, o importante, o que será decisivo em nossa reintegração tranquila na pátria espiritual, será o bem que tivermos feito, o amadurecimento que tivermos alcançado, enfim, o quanto do homem velho terá morrido, permitindo que o homem novo, o iluminado por esta nova luz, o sintonizado com o Bem, em comunhão com Jesus, tenha renascido.

 

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